Perseguição religiosa

Depois do boicote, a enchente: cristãos de Bastar perdem casas e lavouras.

A pior cheia do rio Indravati em quase 15 anos atingiu famílias cristãs que já viviam isoladas em suas próprias aldeias.

Ilustração: rio em cheia sobre arrozais em Bastar e uma pequena igreja de barro com lonas azuis ao lado
Chhattisgarh

Entre 24 e 27 de setembro de 2026, as chuvas de um ciclone e a abertura das comportas de uma barragem na vizinha Odisha fizeram o rio Indravati transbordar no distrito de Bastar, em Chhattisgarh. Segundo dados oficiais citados pela International Christian Concern (ICC) em 6 de outubro, foram 8 mortos, cerca de 16 mil pessoas resgatadas, mais de 22 mil levadas a abrigos e 571 aldeias atingidas.

O que os cristãos de Bastar enfrentam

A enchente caiu sobre famílias que já estavam sob boicote por causa da fé, e o isolamento as acompanhou até os abrigos.

  • Boicote anterior à cheia: conselhos de aldeia já tinham cortado o acesso de cristãos tribais a poços e ao comércio local, e negado sepultamento em terras ancestrais, para forçar a volta à religião tribal.
  • Lavoura perdida: muitos já estavam impedidos de plantar arroz nesta monção. Agora os campos estão cobertos de areia e pedras.
  • Igreja virou abrigo: perto de Jagdalpur, a casa de barro de um pastor desabou, mas o pequeno templo, para cerca de 20 pessoas, ficou de pé. Ele, a família e mais cinco famílias desabrigadas dormem e cozinham ali, sob lonas.
  • Desconfiança nos abrigos: nos abrigos coletivos, os cristãos dividem espaço com vizinhos que os hostilizavam semanas antes.

Redes cristãs locais, como o Esai Ekta Manch (Fórum de Unidade Cristã), distribuíram mantimentos, lonas, água potável e kits médicos às famílias ilhadas às margens do Indravati.

Por que importa

Quando vem o desastre, quem já estava isolado fica ainda mais exposto, e a reconstrução das casas e das lavouras vai acontecer num ambiente hostil. É também a hora em que a igreja local mostra, na prática, o amor que prega, inclusive a quem a rejeitou.

Ore pelas famílias cristãs de Bastar que perderam casa e lavoura, para que tenham provisão e abrigo; pelos pastores que acolhem desabrigados nos templos; e para que o socorro cristão abra portas mesmo entre os vizinhos que os boicotaram.

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