Perseguição religiosa

Pastor é preso durante um culto de domingo em Jabalpur.

Um pastor foi detido em pleno culto dominical em Jabalpur, Madhya Pradesh, sob acusação infundada de usar indução para promover conversões religiosas — e ficou três dias sob custódia antes de ser liberado sob fiança.

Ilustração: fachada de delegacia de polícia na Índia
Jabalpur, Madhya Pradesh

Segundo a Barnabas Aid, um pastor foi preso no domingo, 5 de julho de 2026, durante um culto em Jabalpur, Madhya Pradesh — acusado de usar indução para promover conversões religiosas, enquadramento previsto na lei estadual de liberdade religiosa. Ele permaneceu detido por três dias antes de ser formalmente acusado e liberado sob fiança.

A reportagem destaca que a saúde do pastor, já fragilizada por uma condição preexistente, piorou durante o período de detenção — um detalhe que reforça a preocupação de líderes locais com as condições de custódia impostas a presos em situação de vulnerabilidade, mesmo em prisões de curta duração como esta.

A prisão ocorreu no meio de um culto, com o pastor retirado do próprio ambiente de adoração diante da congregação — um padrão que vem se tornando cada vez mais comum em estados com legislação anti-conversão.

Presos em pleno culto

Madhya Pradesh está entre os estados com lei de "liberdade religiosa" mais antiga da Índia (veja o panorama completo em Índia em Dados e Mapas), e casos como este mostram como essas leis são aplicadas na prática: basta uma denúncia de "indução" — termo amplo o bastante para abranger uma pregação comum — para que um culto dominical se torne o cenário de uma prisão. O efeito, mesmo quando o caso termina em fiança e sem condenação, é a intimidação: pastores passam a temer liderar reuniões abertas, e congregações aprendem a associar o culto ao risco de uma batida policial.

A reportagem original não identifica o pastor nem a igreja onde o culto acontecia — e este site mantém a mesma prática, por princípio de proteção a quem já está vulnerável.

Ore pela recuperação da saúde do pastor após os dias de detenção, por proteção enquanto o processo segue seu curso, e por ânimo para a congregação que testemunhou a prisão em pleno culto — que o medo não silencie a adoração.

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